Eternit anuncia pagamento de dividendos


São Paulo, 29 de outubro de 2008.
 

Comunicamos aos Senhores Acionistas que, em Reunião do Conselho de Administração realizada nesta data, foram deliberados, por conta dos resultados do terceiro trimestre de 2008, os seguintes valores para serem pagos a partir de 12 de novembro de 2008:
1) Juros sobre o capital próprio no valor de R$ 3.721.672,97 (três milhões, setecentos e vinte e um mil, seiscentos e setenta e dois reais e noventa e sete centavos), correspondentes a R$ 0,052 por ação. O pagamento dos referidos juros será computado no cálculo do dividendo mínimo obrigatório do exercício social de 2008.
2) Dividendos no valor total de R$ 11.522.872,07 (onze milhões, quinhentos e vinte e dois mil, oitocentos e setenta e dois reais e sete centavos), correspondentes a R$ 0,161 por ação.
As negociações de ações da Companhia a partir de 30 de outubro de 2008, inclusive, serão na condição "ex-dividendos e juros sobre capital próprio".
Do valor a ser pago a título de juros sobre o capital próprio será deduzido o Imposto de Renda na Fonte, conforme legislação em vigor, exceto para os Acionistas que sejam imunes ou isentos, cuja condição deverão fazer prova até a data de início do pagamento.
FORMA DE PAGAMENTO:
Serão creditados automaticamente na conta corrente dos acionistas, que tenham feito esta opção, junto ao Bradesco ou aos bancos conveniados. Os demais acionistas receberão aviso para recebimento de proventos de ações escriturais, devendo comparecer a qualquer agência Bradesco para o recebimento, apresentando o referido aviso e documentos de identificação.
AÇÕES NÃO ATUALIZADAS:
O crédito correspondente somente será efetuado após a conversão para escriturais.

Élio A. Martins
Diretor de Relações com Investidores
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Insanidade do mercado cria oportunidades que você fica até desconfiado.


Desta vez, com intuito de estimular a reflexão, vou contar uma história que aconteceu num lugar imaginário.

Num vilarejo existia a padaria do Zeca. Ela era bem administrada e oferecia ótimos produtos. Tinha um total de R$ 200 mil imobilizados e sobrava em caixa R$ 100 mil, após a quitação de todas as obrigações. O faturamento era de R$ 400 mil e o lucro atingia R$ 50 mil, ambos dados anuais. Estava à venda por R$ 2 milhões, equivalente a 5 anos de faturamento, e 40 vezes o lucro anual.

O mercado de padarias estava numa excelente fase e não faltavam compradores para as cotas de suas empresas. Os analistas do local diziam que a padaria do Zeca iria se expandir e dominar o mercado brasileiro de padarias. Já havia planos de expansão para o exterior. Colocar limites para os lucros futuros seria um grave erro. Os custos estariam controlados e jamais faltariam clientes seja qual fosse a expansão. O preço justo na verdade deveria ser de R$ 9 milhões (upside de 350%), pois confiáveis projeções e cálculos complexos indicavam que em 2025 o negócio estaria lucrando R$ 1 milhão anual. A recomendação era de compra forte para qualquer interessado, até porque havia indícios de que extraterrestres invadiriam o planeta, aumentando sobremaneira o consumo de pães.

De repente, não mais do que um mês após as fortes recomendações de compra do ativo, ocorre um trovão no exterior. Era um novo sinal!!! De toda parte escutam-se rumores. Estava por chegar uma nova era. Pensamentos esquisitos indicavam que os seres humanos diminuiriam em 10% o consumo de pães. Para piorar, descobriram que os ET's não consomem pães. O futuro da padaria do Zeca era incerto e isto tudo influenciava na diminuição do "preço-alvo".

Os sócios começam a vender cotas da padaria correndo antes que fossem os últimos a ficar com o mico na mão. Em 5 meses, ela passou a valer apenas 5% da cotação inicial. Ou seja, R$ 100 mil, mas ainda estavam lá o mesmo valor de caixa liquido (igual ao valor de mercado) e o negócio prosseguia, ainda que com um pouco mais de dificuldades, mas ainda com lucros.

Os analistas de padarias, engravatados, e com grandes seguidores, trazem suas sábias palavras: Fique fora desse negócio! É muito arriscado o futuro das padarias no país. Não há preço a pagar com uma atividade que poderá reduzir a lucratividade e não apresentar mais sinal de crescimento. Os compradores sumiram e a cada dia o Seu Zeca via as cotações do seu negócio despencar. Mas ele teve uma idéia! Passou a utilizar o caixa da empresa que supera todas as obrigações e comprar as próprias ações. Tornou-se, assim, um dos poucos interessados no negócio que conhece melhor do que ninguém e sabe o que de fato está acontecendo.

Os negociadores de padarias acreditaram mais facilmente num crescimento de 50% ao ano por 30 anos a fazer uma escolha que representaria comprar ações de uma empresa pelo valor de caixa líquido subtraído de todas as dívidas de curto e longo prazo ( ou seja, não pagando nada pelo terrenos, instalações, equipamentos, estoques, etc...). Nesta hipótese, o negócio continuaria atrativo ainda que o lucro caísse para 25% do patamar anterior.

Mas isto aconteceu na Terra do Nunca... Qualquer semelhança com o momento atual não passa de mera coincidência...

Bom, fica a história da padaria do Seu Zeca para que se possa utilizar um pouco de razão nas escolhas e para incentivar o leitor a qualificar-se com intuito de saber escolher as grandes barganhas do mercado na atual conjuntura sem esperar novos sinais do céu e das "recomendações" do "mercado", que mandava comprar nos 73 mil pontos sem pestanejar e acha que não é hora de comprar após mais de 50% de queda. No curto prazo tudo pode acontecer, mas não deixe que fique caro novamente para acreditar que o momento de comprar chegou. Haja com razão e método adequado.

Quando o Ibovespa caiu abaixo de 9 mil pontos, em 2001, a quantidade de recomendações de compra era muito inferior ao do momento em que o índice encostou nos 75 mil pontos. Racionalmente, tem alguma coisa errada: como pode alguma coisa ficar muito mais interessante após mais de 700% de alta??? E, nos momentos atuais, como pode algo ser menos interessante hoje do que era há 5 meses, quando estava 100% mais caro?

Por acaso quando você vai no supermercado e encontra a sua cerveja que custa habitualmente R$ 1,20 no preço de R$ 1,80, você leva mais porque está mais caro? Ou prefere comprar quando está em promoção por R$ 0,60? Fica a reflexão. O uso da razão nestes momentos evita que se faça algumas escolhas não muito acertadas e de pouca lógica.

Abraços,
Small caps / Anderson Lueders.

Anderson Lueders é autor do livro: "Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso".

Fonte: ADVFN Leia mais...

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Vamos aproveitar a crise!


Deveríamos comemorar este momento! Não existe melhor período para uma crise do que no começo de nossas vidas de investidor. Temos muito tempo para transformar esses prejuízos temporários em lucros enormes, ainda mais se soubermos aproveitar as promoções do mercado para comprar empresas subvalorizadas nos próximos meses.

Vejo pessoas contaminadas pelas notícias do mercado, perdendo o sono e ficando desesperadas. No fim, acabam esquecendo do óbvio: crises são as melhores oportunidades de compra.

Não sou o único a comemorar a crise, muitos investidores esperaram pacientemente por este momento. Aquele que não separou uma reserva para investir na crise, deve estar sofrendo. Pior é quem investiu dinheiro que vai precisar no curto prazo e terá que realizar esse enorme prejuízo.

Na lama estão os americanos….

Eles já perderam muito dinheiro com imóveis, ações e agora não adianta nem investir em renda fixa. Antes da crise os bonds americanos pagavam cerca de 5% ao ano. Com o corte dos juros para 1,5%, este investimento não servirá nem para proteger da inflação.

Note que existe uma grande diferença entre empresas americanas e brasileiras. Lá, a desvalorização das ações é menor, mas fundamentada. O preço das ações cai à medida que o valor das empresas degrada.

No Brasil as empresas continuam sólidas, apresentando resultados recordes e aumentando o seu valor. Em ambos os casos, os preços das ações desabaram. A diferença é que no Brasil o valor das empresas continua crescendo. Isso significa que hoje podemos comprar empresas que continuam com o mesmo valor (ou até maior), mas têm descontos de 50% no preço, as vezes até 85%.

Cenário positivo para investimentos em renda fixa

O cenário atual está excelente até para renda fixa! Talvez os próximos anos sejam os últimos nos quais teremos taxas tão atraentes para aplicar em títulos do governo, que estão pagando 15% no pré-fixado e 9% + IPCA na série NTN-B. Nenhum outro país paga essas taxas em um investimento considerado de “risco zero”.

As perspectivas para o médio prazo ainda são de elevação da taxa básica de juros e para longo prazo, a continuidade da redução. Caso essa expectativa do mercado seja verdadeira, os melhores investimentos para médio prazo seriam os títulos pós-fixados e o para longo prazo, os pré-fixados.

Mercado de ações em oferta

São tantas as oportunidades no mercado que fica até difícil escolher o que comprar nos próximos meses. De acordo com o Credit Suisse, a projeção do múltiplo P/L das empresas brasileiras deve ficar em 7,3x, o que é 34% abaixo da média histórica.

Caso esteja garimpando ações, vale a pena analisar as empresas que realizaram abertura de capital nos últimos anos, pois a maior parte dos acionistas eram estrangeiros que resgataram o dinheiro agora e derrubaram as cotações em mais de 65% (mas fique longe de construtoras e bancos pequenos).

Para o investidor inteligente, o que importa?

O tempo que a crise vai durar e o fundo do poço para Ibovespa são fatos irrelevante, pois ninguém consegue prever. Pagar 3x mais barato por uma empresa que continua com o mesmo valor, isso sim é importante! Como disse o jornalista Carlos Alberto Sardenberg: “toda crise é passageira”!

Mauro Halfeld falou na CBN que a melhor estratégia é comprar ações lentamente, um pouco por semana, diversificando. “Para quem não tem pressa, comprar em conta gotas será um dos melhores negócios de nossas vidas“.

Agora chega de chorar pelas perdas! É hora de organizar sua estratégia de investimento para saber como aproveitar a crise. Ações e tesouro direto nunca estiveram tão atrativos desde que comecei a investir. Infelizmente não vivi as boas épocas em que a renda fixa pagava mais de 20% ao ano, mas estou feliz em aproveitar esta oportunidade!

Fonte: Investidor Jovem

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