29/09: Ibovespa despencou. E agora, o que fazer?


Segundo Carlos Albert Sanderberg, "ao rejeitar o plano de resgate financeiro, os 228 deputados americanos estão cometendo um erro histórico que, se não for reparado a tempo, vai impor consequências dramáticas para as economias americana e mundial."

Após o anúncio da rejeição, a Bolsa de São Paulo chegou a registrar queda de mais de 13%, fechando em baixa de -9%, com destaque negativo para bluechips como CSNA3 (15.23%), VALE5 (12.18%) e PETR4 (8.07%). Nossas small caps também cairam, o dólar disparou, a economia está em frangalhos. Mas a pergunta que não quer calar é:

É hora de abandonar tudo e ir para a renda fixa?
Apenas uma pessoa pode responder essa pergunta: você mesmo. Você precisa do dinheiro urgentemente? Está sofrendo com esse mar de sangue no mercado financeiro? Está dormindo de noite? Se sentiria mais feliz sabendo que seu dinheiro está rendendo pouco, mas seguro? Ou você acha que agora é a hora certa de investir? Confia na recuperação dos papéis? Apenas você sabe o que é melhor para você. Nessas horas de desespero psicológico, não dê tanta atenção ao gerente do banco, ao seu amigo que "acha" que agora é A hora de investir ou de vender tudo. Ouça você mesmo, e siga sua estratégia.

Uma coisa é clara: recuperar essas perdas que tivemos nos últimos meses pode ser um processo longo e demorado, ainda mais com a indefinição por parte dos EUA quanto a crise. Mas nesse momento, creio que o mais importante seja pensar no seu bem-estar pessoal, afinal, bem como o dinheiro vai, ele volta. Ter uma boa dose de tranquilidade é fundamental. Pense nisso. Leia mais...

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Livro: Investindo em Small Caps


Finalmente temos uma excelente fonte de informações sobre nossas queridas ações Small Caps! Já está a venda o livro "Investindo em Small Caps" de Anderson Lueders, responsável pela carteira sugerida aqui no site. No atual momento de crise financeira, nada melhor que aprofundar nossos conhecimentos, não é mesmo?

Lançado pela editora Campus, o livro é de fácil entendimento, mas nem por isso deixa de ser bastante detalhado, fornecendo informações tanto para principiantes como para quem já é experiente no mercado, mas que queira se aprofundar mais em ações de segunda linha.

Segue abaixo o release e o sumário do livro:

Em linguagem acessível, o livro traz as ferramentas necessárias para o investidor identificar e avaliar um segmento de enorme potencial de valorização na bolsa de valores, as empresas pequenas e médias, conhecidas como Small Caps. Ao contrário de ações de grandes empresas ( conhecidas como Blue Chips ), elas ainda são desconhecidas da grande maioria dos investidores e podem ser chamadas de "tesouros escondidos". O livro apresenta estratégias e define o melhor momento para a compra e venda dessas ações indicando os comportamentos mais adequados durante a trajetória do investimento. Com exemplos práticos completos, o autor demonstra como evitar prejuízos que podem surgir a partir de ondas especulativas e traz métodos indispensáveis para identificar oportunidades que podem multiplicar seu patrimônio.

SUMÁRIO

Capítulo 1. Contextualização.
1.1. Evolução do mercado acionário no Brasil.
1.2. A importância da educação financeira.
1.3. A separação adequada do capital a ser utilizado
1.4. Análise multimercado da atratividade dos investimentos.
1.5. Classificação e cobertura das ações
1.6. O mercado não é eficiente
1.7. Seguir gurus não lhe garantirá o sucesso
1.8. Por que escolher small caps?

Capítulo 2. Indicadores fundamentalistas
2.1. O uso da avaliação relativa.
2.2. Relação Preço/Lucro
2.3. Relação Preço/Valor Patrimonial
2.4. Relação Dividendo/preço
2.5. Relação Preço/Faturamento
2.6. Relação Preço/Ebitda

Capítulo 3. Avaliação da empresa
3.1. Diferença entre preço e valor
3.2. Fontes de informações
3.3. Avaliação de aspectos tangíveis do balanço
3.4. Avaliação de valores intangíveis
3.5. Avaliação conforme as perspectivas futuras
3.6. Reação a resultados

Capítulo 4. Tipos de empresas
4.1. Empresas de valor - margem de segurança
4.2. Empresas de crescimento
4.3. Empresas em situação especial

Capítulo 5 - Riscos dos investimentos e estratégia para minimizá-los
5.1. Risco depende do conhecimento
5.2. Risco - margem de segurança
5.3. A estratégia é individual
5.4. Diversificação
5.5. Estratégias eficientes
5.6. Liquidez da ação

Capítulo 6. Oportunidades e freqüência de negociação das ações
6.1. Freqüência de negociação das ações
6.2. Momento para a compra das ações
6.3. Análise de manutenção
6.4. Momento para a venda das ações
6.5. Recompra de ações x oferta pública inicial

Capítulo 7. Comportamento do investidor
7.1. A definição dos objetivos
7.2. Comportamentos positivos do investidor
7.3. Comportamentos negativos do investidor

Capítulo 8 - Caso prático: A Carteira Small Caps
8.1. Aspectos gerais da carteira Small Caps.
8.2. Case de empresa de crescimento: Pettenati S.A. Indústria Têxtil
8.3. Case de empresa de valor: Tekno S.A. Indústria e Comércio
8.4. Case de empresa em situação especial: Minupar Participações S.A.



O livro já está à venda no Submarino, com um desconto promocional de lançamento de 5 reais.
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Mudanças na Carteira Smallcaps


A carteira a partir de Setembro terá a seguinte composição:


Saíram os ativos, com as razões:

UNIP6 - margens muito apertadas em razão do preço do Petróleo fizeram sua lucratividade despencar. Apesar da queda recente da commoditie, está com uma dívida perigosamente alta para o atual cenário de aumento do custo de captação. É válido para investimento para quem acredita que o petróleo seguirá em queda.

HGTX3 - a empresa tem apresentado excepcional crescimento, mas tem demorado a aumentar o lucro líquido. Continua com um cenário muito positivo. No entanto, o fato de a carteira small caps ter outras 3 empresas do setor têxtil e recentes promoções de outros ativos motivaram a sua saída momentânea.

INEP4 - as cotações da empresa subiram bastante este ano em meio a queda forte de diversas ações. O resultado do 2º. Trimestre deste ano não justificou a alta anual. Diversas empresas passaram a ter o mesmo PSR da Inepar, mas em situação patrimonial muito superior. Isto deixou de ser uma de suas vantagens nos indicadores fundamentalista.

MOAR3 - a empresa continua excelente, com participações em ramos econômicos diversificados. No entanto, também em razão de novas oportunidades, a Monteiro Aranha sairá momentaneamente da carteira Small Caps. As suas cotações subiram, enquanto que o valor de mercado de suas participações caiu, diminuindo o absurdo desconto que tinha quando era cotada na faixa dos R$ 70,00. Para aqueles que preferem, como eu, ter mais de 20 ações em carteira, não há nenhum mal no fato de a empresa ter diminuído o desconto que tinha em relação às suas participações.


Entraram os ativos:

GPCP3 - O resultado trimestral e semestral apontou forte aumento da lucratividade. O risco maior no investimento na empresa é a sua volatilidade de resultados. No primeiro semestre o lucro quase bateu os R$ 30 milhões, quase 4 vezes mais que no mesmo período do ano passado. Com valor de mercado atual em R$ 190 milhões (cotação a R$ 1,82), o P/L projetado está muito baixo. Deve-se apenas ficar de olho que a empresa costuma alternar resultados positivos com prejuízos trimestrais. Então, é interessar observar se a reestruturação por que está passando o grupo GPC trará resultados positivos por períodos superiores e menor volatilidade. No preço atual, considero que vale o risco.

FHER3 - Com valor de mercado de apenas R$ 917 milhões, lucrou R$ 74 milhões no 2º. Trimestre. Tem P/L 6,4 e PSR 0,31. No ritmo de crescimento atual, deve logo passar a faturar mais do que o valor de mercado num único trimestre. Se tomarmos como base um lucro líquido trimestral de R$ 50 milhões, o P/L da empresa estaria inferior a 5. Além disso, atua no aquecido setor de fertilizantes, especialmente na mistura e comercialização.

EZTC3 - Possui atualmente P/L 4,2 e P/VPA 0,56. Tem em caixa mais de 50% do seu valor de mercado atual. O efeito manada e a aversão às construtoras, seja qual for a real situação, levaram os acionistas a vender sem se perguntar a razão. O preço atual é bastante inferior a simples liquidação da empresa. Ou seja, se ela não lançasse qualquer novo empreendimento, terminasse os atuais e devolvesse o capital ao acionista, o investidor já teria um bom ganho.

BGIP4 - O setor bancário é outro que está apanhando bastante em razão da crise americana. Embora a carteira possua outras duas opções (CZRS4 e PINE4), considero válido escolher mais uma empresa do segmento. Negocia com múltiplos P/L 6 e P/VPA 1,46. O resultado anualizado do último trimestre já caminha para a empresa ter P/L em torno de 5.


Estas são as alterações. Não se esqueça de sempre observar e analisar você mesmo as opções de investimento. Isto pode evitar muitos prejuízos.

Fonte: ADVFN

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